A SerCidadão nasceu da determinação de diversos profissionais de diferentes áreas de atuação, motivados pela experiência e perspectiva de dar continuidade à metodologia de trabalho do Programa Educação e Trabalho, desenvolvido e aprimorado há mais de dezoito anos em diferentes órgãos públicos culturais do Rio de Janeiro.
O projeto originou-se em 1985, quando técnicos do Programa Nacional de Museus e da extinta FUNABEM, Iolanda Silva e Luiz Marra, começaram a discutir sobre a viabilidade de um projeto a ser desenvolvido nos museus com “meninos de rua”.
Em 1989, com a assinatura do termo de Cooperação Técnica entre a Fundação Nacional Pró-Memória e a Fundação Nacional do Bem Estar do Menor (FUNABEM), e a parceria com o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi assegurado o primeiro financiamento para o Projeto, que passou a se chamar Programa Educação e Trabalho.
O Programa Educação e Trabalho cresceu e, em 2002, seguindo as orientações de seu patrocinador, o empresário Mario Frering, instituiu-se legalmente como uma organização do terceiro setor, nascendo com o nome de Associação SerCidadão tendo como parceiro desde o seu início o Museu da República, o Jardim Botânico e o Museu Histórico Nacional.
Com a chegada de novos investidores e parceiros institucionais, a SerCidadão vem ampliando sua atuação e desenvolvendo novos projetos que beneficiam pessoas de diversas faixas etárias.
A Casa SerCidadão
Em 2007, a presidente da Associação SerCidadão, Sra. Cecília Beatriz Levy da Veiga Soares, levantou a necessidade da Associação ter uma sede própria que abrigasse todos os projetos e de onde emanasse os outros atendimentos em locais parceiros. Antes mesmo de se escolher o local exato para ser a sede, foi feito um projeto com o ideal de envolver também as questões culturais, onde a sede aparecia como ferramenta para o desenvolvimento das atividades propostas. O projeto foi inscrito em Lei Rouanet e aprovado pelo MINC para captação de recursos. Paralelamente, fez-se um estudo, a pedido da Gerdau Cosigua, na Comunidade João XXIII, no bairro de Santa Cruz, para se entender melhor as necessidades, anseios e possibilidades de atuação social no local. O resultado mostrou que o bairro é historicamente marcado pelo abandono do poder público, empobrecido, com altos índices de violência e indicadores sociais e de saúde entre os piores do município do Rio de Janeiro. Foi quando a Associação se encantou com a região, pelo desafio social que representava e elegeu Santa Cruz para abrigar sua sede.
Ao invés de alugar um local, no entanto, a associação foi presenteada com uma casa e escolheu a Casa da rua Fernanda, sem ainda conhecer o patrimônio histórico que ela representava. O imóvel é um bem preservado pelo patrimônio do município do Rio de Janeiro e sua construção data do ano de 1917. A casa foi construída pelo Senador Júlio Cesário de Melo, médico e político apaixonado pelo bairro de Santa Cruz. A sede própria da SerCidadão foi possível graças à doação do empresário Germano Johannpeter e ampliou o leque de possibilidades de atuação da Associação, para além das ações educativas já realizadas, passando a abordar também ações de desenvolvimento e expressão cultural.
O imóvel estava em ruínas, depredado e abandonado. A compra aconteceu em maio de 2008, mas devido a entraves burocráticos, a obra de restauro começou em janeiro de 2009 e só foi concluída em setembro do mesmo ano, dentro das normas e solicitações feitas pela Prefeitura. O projeto original contempla além das obras de restauro do antigo imóvel já realizadas, a construção de um anexo para que todas as atividades propostas possam ser realizadas com qualidade. O anexo, no entanto, ainda está em busca de patrocínio para sua realização.








