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Lançamento do Plano Santa Cruz 2030 é marcado pelo protagonismo das iniciativas locais

Como os moradores do extremo oeste do Rio desejam viver em dez anos? O documento inédito apresenta metas e propostas para transformar a realidade social dos bairros de Santa Cruz, Sepetiba e Paciência.


O Plano Santa Cruz 2030 é fruto de uma série de formações, encontros e escutas articuladas pela sociedade civil através de uma rede de moradores, lideranças sociais, coletivos e movimentos da região, reunindo propostas que tem como objetivo o desenvolvimento local da Região Administrativa de Santa Cruz, Sepetiba e Paciência.


O lançamento, que aconteceu na última sexta-feira (11), em transmissão ao vivo no facebook, apresentou ao público o documento gráfico, seu conteúdo com mapas, indicadores, metas e propostas, com a participação de lideranças e artistas locais. A SerCidadão, a Casa Fluminense e o Conselho Britânico são parceiros no projeto e participaram do encontro virtual, apresentando o Plano.


A Casa SerCidadão, localizada em Santa Cruz, que atua desde 2009 com foco no desenvolvimento local através da cultura e educação, contribuiu na articulação e recebeu parte das oficinas, cursos e palestras de planejamento da agenda, que se iniciaram em 2017, no aniversário de 450 anos do bairro.


“Pensávamos muito sobre a situação do bairro naquele momento de festividade e como poderíamos olhar para trás, pensar o presente e construir um futuro em que os moradores do bairro pudessem se ver, se reconhecer e ter orgulho de estar nele, de morar, se divertir”, relembrou Francisco.


Através da metodologia Cidadania Ativa, desenvolvida pelo Conselho Britânico, foi possível compilar as propostas que surgiram nos diversos encontros, definindo os 4 eixos temáticos da agenda: saúde, emprego e renda, educação e cultura. A gerente de projetos e sociedade do Conselho, Juliana Guimarães, falou sobre a importância de uma agenda local que localiza as questões de desigualdades do território com propostas reais, de acordo com as vivências dos moradores e realidades da região.


“A escuta ativa e a construção coletiva são formas de se fazer, de se pensar, de ter ideias, fundamentais para garantir um desenvolvimento sustentável e também durável”, afirmou Juliana.


Vitor Mihessem, coordenador de informação da Casa Fluminense, falou sobre as propostas apresentadas no Plano e a necessidade de centralizar o debate nas questões que atravessam o cotidiano dos moradores de Santa Cruz.


"A proposta desse Plano, e de colocar ele na rua nesta primeira versão, é trazer esses dados, essas organizações e instituições para um mesmo ambiente de debates e negócios, para conseguirmos orientar uma visão comum. As Agendas Locais são construções que partem dos moradores, oferecendo-as para o debate público para que sejam feitas ações", afirmou Vitor.


O documento também chama atenção para as questões da juventude local, em que mais de 25 mil jovens estão fora do mercado de trabalho e da escola. Esse dado foi divulgado no Mapa da Desigualdade de 2017, produzido pela Casa Fluminense, que faz um retrato socioeconômico da região. O Plano Santa Cruz 2030 trabalha em cima de 6 dos 40 indicadores que compõem a pesquisa. Destes dados selecionados, 4 falam sobre a falta de políticas públicas voltadas para a juventude. O escritor Jessé Andarilho, da favela de Antares, encerrou o evento com poesia, enfatizando a importância do protagonismo dos moradores e das iniciativas locais na Agenda.


Os trabalhos no Programa Santa Cruz 2030 continuam e o objetivo agora é manter o diálogo, ampliando a rede de articulação local, fortalecendo as ações do Plano.


Faça download, conheça o Plano e participe! http://bit.ly/PlanoSantaCruz2030



Assista no canal da SerCidadão no YouTube.




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