5ª FLOR abre programação com exposição sobre Sucupira e debate sobre o Brasil na cena cultural
Abertura da Festa Literária do Oeste do Rio reuniu música, literatura e teatro em torno da obra de Dias Gomes e das relações entre arte, território e sociedade
A Ser Cidadão deu início, nesta quarta-feira (16), à 5ª Festa Literária do Oeste do Rio (FLOR), com uma programação que colocou literatura, música e teatro no centro do encontro. Com o tema “Brasil em livro, Zona Oeste em cena”, a abertura reuniu público, convidados e artistas em uma noite dedicada à cultura.
A programação começou na Biblioteca Ser Cidadão, com a abertura da exposição “Cenários de Sucupira”, que apresenta referências da cidade fictícia criada pelo dramaturgo Dias Gomes. A exposição integra a homenagem ao autor nesta edição da FLOR e estabelece uma relação entre a obra de Gomes e os espaços da Zona Oeste do Rio que receberam gravações de O Bem-Amado.
Na sequência, a tenda externa recebeu música ao vivo com Lari Poza. A atividade antecedeu a mesa de abertura da programação de debates, no Espaço Multiuso.
Com o título “O Brasil entra em cena: de Dias Gomes aos nossos dias”, a mesa reuniu Patrícia Pinho e Rodrigo França, com mediação de Camila França. O encontro partiu da obra de Dias Gomes para discutir o papel do teatro e da arte na leitura do Brasil e de seu tempo.
Ao falar sobre sua relação com o teatro, Patrícia Pinho destacou a dimensão pessoal e coletiva da linguagem artística. “Para mim, o teatro foi uma forma de existir além da forma que a vida estava me proporcionando”, afirmou. A atriz e produtora também ressaltou o interesse pela obra de Dias Gomes como possibilidade de refletir sobre o país, seus costumes e o contexto de cada época.
A discussão também trouxe uma reflexão sobre o conceito de contemporaneidade. “Se você é vivo e contemporâneo, sua época é agora”, afirmou Patrícia. Para ela, o teatro amplia o contato com diferentes culturas e pontos de vista.
Rodrigo França destacou o potencial transformador da arte, sem atribuir a ela uma função única. “A arte não tem o compromisso, mas pode modificar muita coisa”, afirmou durante a conversa.
A abertura da 5ª FLOR marcou o início de quatro dias de programação gratuita na Ser Cidadão, em Santa Cruz, com mesas de autores, oficinas, atividades infantis, apresentações, feira de livros e encontros voltados à literatura e à cultura. Até sábado (19), a FLOR propõe novos encontros entre livros, artistas e moradores da Zona Oeste, com o território como parte central dessa experiência.

Confira a programação e venha para a FLOR!





Comentários